sexta-feira, 30 de março de 2012

Fica pra outra hora!


"Para mim seria muito mais fácil e coerente começar essa carta contando como conheci os caras da Fresno (se você preferir chamar “o” Fresno, por mim tudo bem. A banda tomou uma dimensão tão grande que independe de artigo para definir o substantivo). Mas prefiro começar agradecendo. Agradecendo ao Universo pela oportunidade que tive de, alguma forma, meu caminho cruzar o caminho de caras tão especiais quanto meus ex colegas de banda. Pessoas que admirei pelo talento e mantive por perto pelo caráter, amizade e, acima de tudo, parceria para todas as horas.

Alguns atribuem essa parceria a outras vidas, outros, ao carma. Pra mim, foram talentos diferentes que se completaram e juntos fizeram milhares de pessoas se emocionar, cantar seus dramas por meio de nossos dramas, sorrir por meio de nosso sorriso, e nos fazer muito, mas muito felizes, por conta da energia que nos incentivou a fazer coisas inacreditáveis. Realizamos nossos sonhos por meio dos sonhos de vocês: tocamos com Anberlin, abrimos para Bon Jovi, lotamos casas de show em todo país e, para quem ligou o rádio e a TV, no domingo a gente estava lá. No sábado...na terça, na segunda, no sofá da Hebe, nos primeiros lugares da MTV, na Rolling Stone, no Multishow recebendo prêmios que vocês nos deram com a dedicação de quem vive pra te fazer feliz. E vocês me fizeram.

Sair da Fresno não foi a primeira decisão difícil da minha vida. Pode ter sido a mais sentida por mais pessoas, pela proporção que o sucesso tomou, mas foi tão difícil quanto aceitar o convite de integrar a banda em 2006, já que na época eu estava na Abril. As experiências que adquiri com a Abril serviram para que eu crescesse e buscasse novos desafios. A Fresno foi um deles. Tocar sozinho no meu quarto, composições minhas, diferentes das que eu fazia com a banda foi outro.

E, despretensiosamente, ouvir essas composições cantadas por diversos públicos, aonde quer que eu vá, é um desafio vencido.Com a minha saída, a Fresno não vai acabar. Simplesmente porque ela é maior do que eu. Ela é Lucas, Vavo, Bell, Mario e vocês. Tive a honra de ter sido um "Paulo Nunes", um centroavante que ajudou a banda a se tornar o que é hoje; de contribuir; de colocar meu coração; minha alma e, junto com meus amigos, ajudar a a tomar decisões difíceis. Algumas muito acertadas, outras, nem tanto. Mas que nos serviram de base para seguirmos em frente. Fazermos diferente. Ousamos, criamos, e colocamos o nome da Fresno na História do Rock.

Agradeço principalmente por aprender com essas pessoas, Lucas, Bell, Vavo, Cuper, Mario, Lezo, e somar ao ponto de nos tornamos artistas respeitados, juntos ou separados. Como um guri, com a Fresno, aprendi, cresci e aprimorei a arte que morava dentro de mim e que hoje se chama Esteban. Sou guitarrista de origem, mas era baixista em uma grande banda. E ficava entre voltar as minhas origens ou segurar uma bandeira que me era importante, mas, como artista, me limitava. Esses questionamentos foram ficando pesados e a hora de decidir, mais uma vez estava próxima.

Eu precisava focar minha energia em um dos eixos ou acabaria prejudicando os dois. E, em mais uma decisão difícil da minha vida, optei canalizar no Esteban. Como disse ontem alguém no twitter, meus princípios nunca deixaram que eu abandonasse as pessoas que me apoiaram e por quem tenho gratidão. Por isso, Lucas, Vavo, Bell e Mário: vocês sempre farão parte da minha trajetória, independente para onde ela seguir. Obrigada pelo apoio. Desejo todo o sucesso que o mundo puder retribuir o talento de vocês.

Aos fãs, agradeço a generosidade quem tem demonstrado por mim e pela banda, mesmo surpresos e um pouco chateados com a notícia. Obrigada por me permitir entrar na vida de vocês, de ajudar a contar a história de cada um. Por me deixar dividir meus sentimentos por meio das minhas canções. Por me ajudar a enfrentar mais essa decisão e por saberem que a vida é cheia delas. Nem todas são fáceis.

Obrigada aos amigos - família que a gente escolhe. Obrigada à família que corre nas minhas veias. Imprensa, aos fã clubes, e a cada um de vocês. Se pudesse citaria os nomes de todos que já me fizeram feliz. Como não posso, quero que saibam que serei eternamente grato a cada um de vocês.

“Não ouse desistir de tudo que você sonhou."

Rodrigo Tavares"





sexta-feira, 16 de março de 2012

Não Cuspa No Prato – Ele Já Foi Seu

"Pode parecer masoquismo, mas seja grato pelas relações vividas nas quais você quebrou a cara. Não se trata de recalque, mas de aprendizado e respeito ao momento que você viveu.

Tem gente que cria rancor e sai gritando aos ares, cuspindo no prato que comeu.. Por outro lado, tem gente que aprende, que trata a dor como um processo de cicatrização e que enxerga a cicatriz como motivo de superação e despertar de uma força interior até então desconhecida.

Mas cicatrizar uma experiência não é ficar vendo clipe de descornado sertanejo ou fazendo pose de Beyoncé mostrando que agora você já superou a relação, mesmo estando literalmente acabado por dentro. Pois se fizer, sabe o que acaba acontecendo? Você faz merda, depois se arrepende e procura nos outros uma ajuda para seus problemas.

Aí é que está o erro. O que você viveu é uma experiência emocional somente sua. Você aprendeu e vai seguir aprendendo na marra a cada dia. A vida é cheia de cicatrizes abstratas, muitas vezes não percebemos, mas elas estão por aí nos ensinando. Ninguém é dono da verdade. O sentimento é intrínseco e particular em cada um. Somente você conhece seus sentimentos por completo e do que necessita para supri-los. Por isso, essa dor que age em silencio dentro de cada um deve ser ouvida, mas para isso cada um precisa estar disposto a fazê-lo.

A cicatrização, no sentido literal da palavra, para ser completa, exige tempo. Além disso, exige que a pessoa se cuide sem expor a ferida a qualquer situação ou indivíduo. Partir para outra é uma tarefa fácil na teoria, porém muito difícil na prática. Fique em silêncio, pois as respostas sempre vêem com o tempo.

Não fale mal de ex ou de qualquer relação que teve, muito menos fique dizendo “como eu pude me relacionar com esse alguém?!” Isso é recalque e desrespeito à sua própria pessoa. Afinal enquanto você viveu, foi feliz. Ou se não, estava lá porque queria, já que ninguém te obrigou.

Vejo na rua as defesas comuns de cada um: a mulher diz que todo homem é igual e não presta. Já o homem diz que mulher santa está voando. Se fosse verdade, ninguém pegava ninguém e ficava dentro de casa vendo filme ou lendo a Bíblia. A verdade é que falamos pela boca, mas agimos através do corpo, do toque, do cheiro e dos outros sentidos. Isso é inato do ser humano.Um dia você é caça, no outro caçador.

A questão crucial aqui é saber dosar razão com emoção. Viver só de razão, no passo certinho, não tem graça, uma hora cansa. Viver de emoção pode ser intenso, mas gera riscos que desgastam ao longo do tempo. Saber estar em equilíbrio é algo que somente essas experiências de vida irão colocar em prova.

Portanto, nunca generalize as pessoas pelo que você viveu com alguém em particular. O que você viveu serve de parâmetro somente para selecionar o que quer para sua vida ao invés de ficar criando jargões como toda a sociedade..

Procure a unicidade e siga a intuição – ela não falha, mas funciona somente quando a mente está livre de qualquer mal. Agradeça pela dor em silêncio que te ensina a crescer com mais força. Estar sozinho, por muitas vezes, é mais do que necessário para ouvir a voz que tanto procuramos por aí. Resignar a si mesmo, cuidar de si antes de estar com alguém novamente. Isso não é egoísmo, nem narcisismo. É questão de respeito a si próprio e a seus sentimentos que moram dentro de você."


(Texto retirado do site "Casal Sem Vergonha" e escrito por Gustavo Sana)


domingo, 4 de março de 2012

Acho que já deu pra enlouquecer, né? As pontas dos meus dedos estão dormentes. Visão embaçada e dor nas costas. Ideias confusas. Organização dos fatos. Dormiu. Continuo aqui. E daí.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ideias.

Ideias.
Idas e vindas.
Verdade.
Imagine.
Sons, cores.
Fotos.
Música.
Imaginação, além.
Juntos.
Separados.
Ideias que aparecem.
Ideias que não crescem.
Ideias e projetos.

conclusão. Ideias. correndo.
Medo. Executando.
Produzindo.
Felicidade.
Procedimento.
Reconhecimento.

Seguindo.
Pensando.
Produzindo.
Ideias.
Ideias.
Idas e vindas.
Ideias.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

sábado, 14 de janeiro de 2012

"Balada de Amor e Ódio"

Muita gente sabe da minha admiração por palhaços, principalmente tristes e vilões. Pois bem, no fim de semana passado eu estava planejando ir ao cinema, olhei a programação e acabei escolhendo 4 e fui assistir os traillers. O que me chamou atenção não dando nem espaço para os outros, foi inevitavelmente "Balada de Amor e Ódio", de 2010 um filme espanhol do diretor Alex De La Iglesia.

Durante o trailer fui ficando curiosa para entender e saber o que iria acontecer com tais personagens. Me identifiquei de cara com o palhaço de rosto rasgado e aparencia feliz. Exatamente, o palhaço feliz! E sem perder tempo, corri para assistir o intrigante filme.

A trama se passa no início da Guerra Civil Espanhola, que leva ao poder o general Franco. Retrata a história de Javier, uma criança criada em meio a guerra e aos espetculos circenses, que vê o pai ser forçado a participar do combate armado. Vestido de palhaço, o homem se junta aos demais e parte para a luta sangrenta logo nas primeiras cenas.

Com sede de vingança Javier (Carlos Areces) começa sua vida em um circo como o novo palhaço-triste. Durante suas apresentações serve de "chacota" para que o seu companheiro de espetáculo arranque gargalhadas de seus espectadores. Enquanto é apresentado aos demais integrantes do circo, logo de cara se apaixona por Natalia (Carolina Bang), a trapezista. Por azar de Javier, Natalia é namorada de seu patrão, o violento Sergio (Antonio De La Torre). Apesar da fama agressiva, Sergio tem amor ao circo e principalmente em fazer crianças felizes. Forma-se assim um complicado triangulo amoroso.

Apesar do filme não ser em P&B, o ar sombrio chega a ser tão evidente que qualquer tom "vibrante" chama bastante atenção de quem assiste. O filme não é nada previsível. Te instiga a tentar saber o que vai acontecer com cada personagem. Mas no fim, o filme me surpreendeu.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Dispositivo Móvel.3

Terceira leva de lances. Várias histórias e um celular. Dê o Play na música enquanto olha as três sequências.